Aeerj > Notícias > 50 ANOS > Rio Cidade I: como o projeto mudou a cara do Rio nos anos 90

O desenho urbano como estratégia no Rio Cidade I

O programa Rio Cidade I marcou um dos principais momentos de transformação urbana do Rio de Janeiro na década de 1990. Implantado durante a primeira gestão do prefeito Cesar Maia (1993–1996), o projeto surgiu como parte de um conjunto de políticas voltadas à reorganização da cidade e à valorização dos espaços públicos.

A primeira fase do programa contemplou cerca de 15 áreas da cidade, priorizando bairros com intensa atividade econômica e fluxo de pedestres. A proposta central era recuperar a integração entre o cidadão e o espaço urbano, por meio da reorganização e qualificação do ambiente público.

Entre as principais intervenções realizadas estavam a requalificação de calçadas, modernização da iluminação pública, implantação de novo mobiliário urbano, reorganização da sinalização e melhoria dos sistemas de drenagem. Também foram executadas obras de infraestrutura, como a criação de galerias subterrâneas para redes elétricas e de telecomunicações, além do paisagismo e reordenamento visual das ruas.

Fonte: Rio Memórias

Valorização do desenho urbano e da identidade local 

O que diferenciou esse empreendimento foi a valorização do desenho urbano e da identidade local. Assim, cada área contou com profissionais específicos, como arquitetos e urbanistas, que desenvolveram projetos respeitando as características de cada bairro. Essa abordagem buscava não apenas padronizar, mas qualificar esteticamente os espaços, tornando-os mais agradáveis, organizados e acessíveis.

O programa também refletia um momento mais amplo de transformação das cidades brasileiras nos anos 1990, quando temas como cidadania, mobilidade e qualidade do espaço público passaram a ganhar centralidade nas políticas urbanas. Nesse contexto, iniciativas como o Rio Cidade representaram uma tentativa de tornar a cidade mais funcional, atrativa e voltada ao uso cotidiano da população.

Fonte: O Globo

O legado que permanece nas ruas 

Porém esse projeto não ficou livre de críticas. Parte da população apontou os transtornos causados pelas obras e questionou algumas soluções urbanísticas adotadas. Além disso, especialistas destacaram limitações na manutenção das intervenções ao longo do tempo e na integração do programa com políticas mais amplas de planejamento urbano. 

Mesmo com críticas, o projeto é relevante e deixou um legado importante. Mais do que uma obra, valorizou o espaço público e contribuiu para a qualidade de vida urbana. Focado em intervenções urbanas, ajudou a redefinir o papel do urbanismo no desenvolvimento do Rio de Janeiro e serviu de exemplo para políticas posteriores.

Fonte: Agência Brasil 

Reprodução: O Globo