Confira o discurso do nosso Presidente do Conselho Consultivo – Carlos Alberto Brizzi Benevides
“Senhoras e senhores, autoridades, colegas da engenharia, da construção, e entidades parceiras da AEERJ.
Celebramos neste ano os 50 anos da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro. São cinco décadas de história, de união e de conquistas que moldaram o presente e ajudaram a construir o futuro da engenharia no Estado.
Desde sua fundação, a AEERJ nasceu com uma missão clara: fortalecer as empresas, defender um ambiente de negócios mais justo, competitivo e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro.
Nos últimos anos, a AEERJ vem trilhando um novo caminho, guiado pela Inovação, Integridade, Modernização e Transparência das práticas do setor.
Essa transformação se concretiza em programas e ações que expressam, na prática, o propósito da Associação.
A AEERJ ampliou seu escopo, com destaque para sua atuação em áreas como: acompanhamento dos orçamentos do Estado e Município, assessoramento jurídico e compliance, informações sobre licitações, assim como sua análise sob a ótica técnica e legal, e mídias sociais.
Hoje, a AEERJ é mais que uma entidade representativa: é uma ponte entre o setor produtivo e o poder público, e um patrimônio da engenharia, construído com base em princípios, diálogo e compromisso.
Mas, assim como olhamos com orgulho o que já construímos, sabemos o quanto ainda há para construir.
E é aqui que precisamos fazer uma reflexão profunda, como está o Rio, hoje? É o Rio que queremos? Certamente que não. E para os próximos anos? Onde estaremos?
Vivemos aqui, com nossa família e nossos amigos, neste Rio que tanto amamos.
Obras Estruturantes e de Estado
Sabemos que o desenvolvimento não se faz com improviso. Ele se faz com planejamento, visão estratégica e continuidade. Por isso, reafirmamos aqui uma tese central: temos que pensar o Rio daqui a 25, 50 anos, pensar e desenvolver grandes projetos que transformam a realidade, desenvolver uma incubadora de projetos, — os chamados projetos estruturantes. Estes não podem mais ser tratados como políticas de governo. Eles precisam em primeiro lugar, existir e depois serem elevados à condição de políticas de Estado.
Projetos estruturantes são iniciativas estratégicas e de grande impacto, planejadas para promover transformações profundas e duradouras em setores chaves da sociedade, visando criar ou aprimorar estruturas fundamentais que sustentam o desenvolvimento econômico, social e ambiental de uma região: infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, habitação e outros relevantes. São investimentos que demandam tempo, integração, técnica, estabilidade institucional com visão de longo prazo.
Esses projetos exigem continuidade além dos mandatos. Não podem ser desfeitos a cada nova eleição. Quando uma obra é abandonada ou paralisada por diferentes razões, o prejuízo é do povo: é o hospital que não abre, a escola que não funciona, a ponte que não liga, o saneamento que não chega.
Política de governo é transitória. Política de Estado é permanente. E para que esses projetos avancem, é preciso garantir segurança jurídica, pactuação federativa, controle institucional, transparência e acompanhamento social.
Transformar projetos estruturantes em políticas de Estado requer coragem dos gestores, compromisso da classe política, engajamento da sociedade e, sobretudo, o protagonismo de instituições como as Associações, Sindicatos, Federações, Tribunais, Conselhos e da Sociedade como um todo.
Nossa entidade tem conhecimento técnico, tem legitimidade e tem história para contribuir com essa missão.
Acompanhamento Orçamentário como ferramenta Estratégica
Com o propósito de fortalecer a previsibilidade, transparência e a qualidade das obras públicas, a AEERJ está se capacitando para fazer o acompanhamento técnico e institucional dos processos orçamentários do Estado e do Município do Rio de Janeiro.
Nosso objetivo: monitorar de perto a alocação de recursos públicos destinados a obras de engenharia, com atenção especial aos contratos das empresas associadas.
Esse acompanhamento inclui a análise da LOA, LDO e do PPA, a identificação de rubricas específicas de investimento, o monitoramento de empenhos, pagamentos, reajustes e espaço fiscal previsto para obras em andamento ou em contratação.
Mais do que prevenir o setor produtivo, essa atuação visa contribuir com a melhoria da governança pública, assegurando que os investimentos em infraestrutura saiam do papel, se concretizem no menor espaço de tempo, com transparência e técnica, resultando em melhores equipamentos urbanos para a população.
Licitação Pública com Qualidade, o Alicerce das Boas Obras
Ao falarmos de planejamento e responsabilidade, é fundamental tratarmos de um tema que está na raiz de qualquer obra pública: a qualidade dos processos licitatórios e a consistência dos projetos que lhes dão origem.
Para que a licitação pública funcione bem, precisa estar lastreada em projetos completos, com informações suficientes e precisas. Somente assim é possível elaborar orçamentos corretos, compatíveis com a realidade de campo e que assegurem previsibilidade à execução.
Um projeto incompleto gera distorções de preços, descontos incompatíveis, disputas judiciais e paralisações. Por isso, os termos de referência e as especificações técnicas devem conversar com o projeto e com o orçamento. Precisam ser claros, objetivos e coerentes, garantindo que o edital reflita exatamente o que se pretende contratar e construir.
Outro ponto essencial é a matriz de riscos. Ela deve distribuir responsabilidades de forma justa, considerando a capacidade técnica e financeira de cada parte. Riscos imprevisíveis ou desproporcionais não podem ser empurrados ao contratado — sob pena de inviabilizar a execução e aumentar o custo final para o Estado.
Os empenhos ao longo do processo precisam refletir valores que transmitam segurança e confiança à contratada. Uma obra começa bem quando o contratante demonstra seriedade em cumprir o contrato, capacidade financeira e compromisso com os pagamentos — feitos nas datas previstas e com os reajustes anuais que reequilibrem os preços frente à inflação de insumos e serviços.
Transparência, a Mãe de todas as armas para combater a falta de integridade. O processo licitatório deve ser transparente desde a abertura do processo de investimento até a aceitação definitiva da obra.
Aos técnicos com registros em seus respectivos conselhos, cabem assegurar que esses itens, fundamentais para o sucesso das licitações, sejam alcançados em todas as suas fases, do projeto até a entrega final do seu objeto.
Quando o contratante cumpre seus compromissos, a empresa pode planejar, empregar, investir e entregar com qualidade. É assim que se constrói um ciclo virtuoso entre o poder público e o setor produtivo, com ganhos reais para a sociedade.

Cartilha – Voto Consciente
E já caminhando para o final desse meu discurso, apresento a cartilha para Vereador de 2024. Ela foi distribuída a todos, junto com a revista e o livro, e para o próximo ano editaremos as cartilhas para Deputado Estadual e Federal.
A frase “para um povo votar bem, deve ter educação” não é apenas uma máxima — é uma verdade profunda sobre o funcionamento das democracias.
Vamos pensar, quanto tempo podemos estimar que chegaremos lá? 25, 50 anos? É muito tempo para esperar. O povo pode não ter cultura, mas não é alienado. E, com essa premissa, criamos a Cartilha, como um projeto educativo, e a distribuímos para a conscientização de nossos funcionários.
A cartilha “VOTO CONSCIENTE” é um material apartidário, educativo, em formato de gibi, que fala direto com os jovens e com a sociedade, mostrando que o voto é uma ferramenta poderosa de construção cidadã.
A cartilha explica de forma simples, acessível, didática e até com bom humor a importância do voto.
Mais do que um guia para as eleições, é uma chamada à cidadania.
Sem qualquer direcionamento político, um gibi para você reunir toda a família e escolher conscientemente quem melhor pode nos representar.
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Senhora e Senhores,
Celebrar 50 anos da AEERJ é celebrar a força de uma categoria que persiste, se reinventa e acredita.
Não existe Desenvolvimento sem Engenharia, e Engenharia sem Desenvolvimento.
Por um Estado que pensa grande, constrói com qualidade e governa com visão de Estado.
E por uma sociedade que vota com consciência, participa e constrói com responsabilidade.
Muito obrigado,”
Carlos Alberto Brizzi Benevides
Presidente do Conselho Consultivo






