Miécimo da Silva: lições de acompanhamento na infraestrutura esportiva

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Política pública permanente: engenharia e diálogo

O Centro Esportivo Miécimo da Silva, localizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, já foi símbolo da descentralização do esporte e da democratização do acesso à prática esportiva na cidade como vimos no primeiro artigo desta série. Porém, esse centro passou por desafios, como o abandono e dificuldades estruturais, que, com o tempo, se tornaram evidentes.

Em 2023, no Miécimo, a realidade era diferente e contraditória. Ao mesmo tempo em que eram anunciadas várias vagas gratuitas em modalidades esportivas, por outro lado, sua estrutura apresentava sinais claros de desgaste. Problemas de manutenção, equipamentos danificados, áreas subutilizadas e necessidade de reparos evidenciavam a falta de um plano efetivo de conservação.

Reprodução: O Globo

Fonte: G1

A pista de atletismo passou por períodos de precarização, e outros setores do complexo sofreram com uma deterioração progressiva. Esse centro ganhou visibilidade internacionalmente e, com isso, vieram vários investimentos; logo depois, a manutenção não foi suficiente. 

Reativação do polo esportivo da Zona Oeste

Essa situação de abandono não arretava diretamente a paralisação total das atividades, mas revelava um enfraquecimento estrutural. A dimensão do espaço contrastava com áreas pouco aproveitadas, reforçando o debate sobre gestão pública, planejamento a longo prazo e responsabilidade com o patrimônio coletivo. Moradores, atletas e frequentadores apontavam que o potencial do centro era muito maior do que a realidade apresentada naquele momento.

A partir do final de 2023 e ao longo de 2024, foram anunciadas ações de revitalização, incluindo a recuperação da pista de atletismo e o fortalecimento da programação esportiva. Em 2025, o centro apresenta um cenário mais ativo, com ampliação de vagas gratuitas, retomada de eventos e um fluxo maior de usuários. O espaço voltou a exercer com mais intensidade sua função como polo esportivo e social da Zona Oeste. Porém, os desafios do passado ainda permanecem e precisam ser superados para que esse centro continue funcionando e cumprindo seu propósito.

Fonte: Diário do Rio

Equipamentos esportivos como investimento estratégico no desenvolvimento urbano

A AEERJ reconhece que iniciativas de revitalização são fundamentais, mas ressalta que obras e reformas isoladas não são suficientes. É necessário acompanhamento técnico contínuo, planejamento orçamentário e monitoramento da execução das políticas ao longo do tempo. No caso de equipamentos como o Miécimo, o diálogo é essencial para garantir que a infraestrutura esportiva seja pensada como política pública de longo prazo, alinhada ao desenvolvimento urbano, à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida.

Reprodução: RioFilme