Metrô do Rio: soluções necessárias ao seu aprimoramento

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Como dissemos em nossos artigos anteriores (Artigo 1 e no  Artigo 2),  o metrô é apontado como a solução ideal em mobilidade urbana. Causando menor impacto ambiental,  com a redução da emissão de poluentes e solucionando o problema dos grandes engarrafamentos nos centros urbanos com o transporte sendo efetuado em praticamente quase sua totalidade em vias subterrâneas.

Mas sérios problemas que impactam diretamente a vida de seus usuários precisam de soluções para seu aprimoramento. Em algumas estações, por exemplo, há escadas fixas em excesso ou equipamentos com funcionamento precário, o que compromete a acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência.

Falta acessibilidade em algumas estações, principalmente na Linha 2 — Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Reprodução: Jornal Extra

Outro grave problema para os passageiros é a cobrança da maior tarifa regulatória  de metrô em todo o país. Atualmente em R$ 7,90.

A tarifa regulatória do metrô é o valor que o governo, geralmente por meio de um órgão regulador ou contrato de concessão, estabelece como preço oficial da passagem do metrô para os usuários. Ela não é arbitrária; serve como referência para equilibrar dois objetivos principais:

  1. Acessibilidade para o usuário: garantir que o preço da passagem não seja excessivo e que o transporte permaneça viável para a população.

  2. Sustentabilidade financeira da operação: cobrir os custos de operação, manutenção, investimentos em expansão e eventuais lucros da empresa (quando se trata de concessão privada).

Embora o metrô do Rio possua a menor tarifa social: R$ 5

Como funciona a tarifa social:

  1. Destinada a grupos específicos:

    • Estudantes

    • Idosos

    • Pessoas com deficiência

    • Baixa renda (em alguns estados ou municípios)

  2. Benefício:

    • Redução do valor da passagem, que pode ser parcial ou até gratuita.

    • Em alguns casos, pode ser feita por bilhete especial, cartão de transporte ou cadastramento prévio.

  3. Objetivo social:

    • Garantir que transporte público seja acessível para quem tem menor capacidade de pagamento.

    • Incentivar o uso do metrô, reduzindo desigualdades de mobilidade.

  4. Exemplo no Brasil:

    • SP (Metrô e CPTM): Estudantes têm desconto de cerca de 50% na passagem.

    • RJ (MetrôRio): Idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência têm direito a gratuidade ou desconto.


O peso do critério de “menor preço”

Grande parte das obras previstas não sai do papel devido ao critério do “menor preço” nas licitações. Nesse modelo, a contratação é feita pela proposta de menor valor, desde que atenda minimamente às exigências do edital ou da administração pública, o que muitas vezes prejudica a qualidade.

O papel do “melhor preço” nas concessões

Já o critério de “melhor preço” geralmente está associado à concessão ou exploração de serviços, prática comum no setor de engenharia e infraestrutura. Por isso, é fundamental acompanhar de perto os processos de licitação e os contratos, já que esses fatores podem impactar diretamente os resultados — algo que qualquer empreendedor ou profissional autônomo deve conhecer.

No caso do metrô, quando foi inaugurado,  ele de fato supriu as necessidades da população da época. Contudo, por estar sob concessão privada e também sujeito à lógica do menor preço em determinados contratos, os investimentos em melhorias e expansões ficaram limitados. Como consequência, a população não recebe o nível de serviço nem as atualizações que seriam ideais.

Fonte: O Globo

Lotação dos vagões nos horários de pico é uma das reclamações de passageiros do metrô do Rio — Foto: Leo Martins / Agência O Globo

 Reprodução: Jornal Extra