Como dissemos em nossos artigos anteriores (Artigo 1 e no Artigo 2), o metrô é apontado como a solução ideal em mobilidade urbana. Causando menor impacto ambiental, com a redução da emissão de poluentes e solucionando o problema dos grandes engarrafamentos nos centros urbanos com o transporte sendo efetuado em praticamente quase sua totalidade em vias subterrâneas.
Mas sérios problemas que impactam diretamente a vida de seus usuários precisam de soluções para seu aprimoramento. Em algumas estações, por exemplo, há escadas fixas em excesso ou equipamentos com funcionamento precário, o que compromete a acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência.

Reprodução: Jornal Extra
Outro grave problema para os passageiros é a cobrança da maior tarifa regulatória de metrô em todo o país. Atualmente em R$ 7,90.
A tarifa regulatória do metrô é o valor que o governo, geralmente por meio de um órgão regulador ou contrato de concessão, estabelece como preço oficial da passagem do metrô para os usuários. Ela não é arbitrária; serve como referência para equilibrar dois objetivos principais:
-
Acessibilidade para o usuário: garantir que o preço da passagem não seja excessivo e que o transporte permaneça viável para a população.
-
Sustentabilidade financeira da operação: cobrir os custos de operação, manutenção, investimentos em expansão e eventuais lucros da empresa (quando se trata de concessão privada).
Embora o metrô do Rio possua a menor tarifa social: R$ 5
O peso do critério de “menor preço”
Grande parte das obras previstas não sai do papel devido ao critério do “menor preço” nas licitações. Nesse modelo, a contratação é feita pela proposta de menor valor, desde que atenda minimamente às exigências do edital ou da administração pública, o que muitas vezes prejudica a qualidade.
O papel do “melhor preço” nas concessões
Já o critério de “melhor preço” geralmente está associado à concessão ou exploração de serviços, prática comum no setor de engenharia e infraestrutura. Por isso, é fundamental acompanhar de perto os processos de licitação e os contratos, já que esses fatores podem impactar diretamente os resultados — algo que qualquer empreendedor ou profissional autônomo deve conhecer.
No caso do metrô, quando foi inaugurado, ele de fato supriu as necessidades da população da época. Contudo, por estar sob concessão privada e também sujeito à lógica do menor preço em determinados contratos, os investimentos em melhorias e expansões ficaram limitados. Como consequência, a população não recebe o nível de serviço nem as atualizações que seriam ideais.
Fonte: O Globo

Reprodução: Jornal Extra





