Metrô carioca: trajetória, dificuldades e impacto na mobilidade urbana

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A Revolução do Transporte Subterrâneo

Os metrôs surgiram como uma solução revolucionária para os problemas de congestionamento nas cidades em expansão do século XIX. Londres inaugurou a primeira linha de metrô em 1863, marcando o início de uma nova era no transporte urbano. Até então, a cidade enfrentava sérios engarrafamentos já que o deslocamento era feito principalmente por trens a vapor e charretes puxadas por cavalos.

Fonte: Aventuras na história

Em 10 de janeiro de 1863, foi inaugurada a primeira linha de metrô, em Londres, chamada Metropolitan Railway. Operando com locomotivas a vapor, essa linha conectava as estações de Paddington e Farringdon.

Com o sucesso do metrô em Londres, outros países passaram a adotar esse modelo de transporte, chegando ao Brasil por volta de 1974. No Rio de Janeiro, as linhas 1 e 2 começaram a ser construídas pela construtora Norberto Odebrecht, responsável por entregar à população carioca a Estação Flamengo, com acessos pelas ruas Marquês de Abrantes e Paulo VI.

Fonte: Blogspot Metrô Rio (não oficial)

 

Últimos retoques para a inauguração da estação do Maracanã, em 1981 — Foto: Antonio Nery / Agência O Globo

ReproduçãoO Globo

Obras e Desafios Iniciais

Esse empreendimento enfrentou algumas dificuldades, entre elas a paralisação das obras por falta de verba, sendo retomadas em ritmo normal apenas no final dos anos 1990. A construtora Queiroz Galvão foi responsável pela conclusão da Linha 2 do metrô, com a inauguração da estação Thomaz Coelho,  em 1996, e a construção da linha da Pavuna, no final de 1998. Já a construtora Andrade Gutierrez entregou a estação Arcoverde e, em 2003, concluiu a estação Siqueira Campos.

Fonte: Livro de 30 anos da AEERJ

Estações Pioneiras e Primeiros Fluxos de Passageiros

As primeiras estações do metrô eram  diferentes das que conhecemos atualmente. O maior fluxo de passageiros concentrava-se na estação Cinelândia. Mas devido à grande demanda, o movimento era distribuído também pelas estações Praça Onze, Central, Presidente Vargas e Glória. Nesse sistema inicial, a operação contava apenas com quatro trens de quatro carros cada, que circulavam em intervalos médios de oito minutos entre 9h e 15h. A partir de dezembro do mesmo ano, o horário de funcionamento foi estendido até as 23h.

https://www.metrorio.com.br/empresa/historia

Obra de construção da estação do Largo do Machado, em 1981 — Foto: Otávio Magalhães / Agência O Globo

Reprodução: O Globo

Modernização e Expansão do Sistema

O sistema de metrô do Rio de Janeiro sofreu diversos atrasos, devido a cortes de verbas e teve sua execução em etapas fragmentadas, o que adiou sua expansão e limitou a integração entre as linhas. Além disso, os altos custos de implantação também representaram um obstáculo significativo.

A privatização, em 1997, marcou uma nova fase, com a estruturação das linhas que conhecemos hoje. Aos  poucos, o sistema foi se moldando ao formato atual, ampliando sua cobertura e modernizando seus serviços.

O Impacto na Vida Urbana

Apesar das transformações ao longo dos anos, o objetivo central permanece inalterado: oferecer à população um meio de transporte eficiente, capaz de reduzir o tempo perdido no trânsito e garantir mais qualidade de vida às pessoas que dependem diariamente desse deslocamento para o trabalho, os estudos ou outras atividades essenciais.

Comprovadamente, como tem sido confirmado por especialistas em debates sobre o futuro, a melhor solução para o problema da mobilidade nos grandes centros urbanos é o transporte sobre trilhos.

 

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