Design, natureza e preservação: a história do Aterro do Flamengo

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Burle Marx e a criação de um refúgio no coração da cidade

Transformar o Aterro do Flamengo  em um dos parques mais visitados do Rio de Janeiro foi resultado do esforço de uma equipe multidisciplinar, conduzido com excelência diante de muitos desafios. Nada disso intimidava Burle Marx — pesquisador, arquiteto, artista e paisagista — que tinha como marca a preservação ambiental e a valorização da natureza. Reconhecido como designer de espaços públicos urbanos, sua obra exerceu grande influência no design de jardins tropicais do século XX, sendo os jardins aquáticos um dos temas mais recorrentes em sua produção.

Fonte: Wikpédia

Burle Marx era apaixonado por plantas, priorizando o ambientalismo, especialidade que busca integrar a natureza e a sociedade, promovendo a harmonia entre a estética, a funcionalidade ecológica, a economia de recursos e o bem-estar social e urbanístico.  Quando estava na Europa, em Berlim, se inspirou para voltar ao Brasil e criar jardins com plantas brasileiras, valorizando nossa cultura ao invés de se inspirar nos jardins tradicionais da Europa. Ele criou muitos jardins em sua vida, porém o que mais gostava era o do Aterro do Flamengo. Além de ingressar na equipe dos idealizadores desse parque, ficou responsável pelo projeto paisagístico do local. Com seu talento e sua paixão pela natureza transformou o parque no que conhecemos hoje.

Fonte: DW 

Reprodução: Blog do Simão Pessoa

Reprodução: Blog do Simão Pessoa 

Natureza e cultura lado a lado nessa nova fase

Ao longo do tempo, alguns monumentos passam por revitalização. E não é diferente quando falamos sobre esse parque, que é um dos lugares mais frequentados pelos turistas e pela população no geral. Vale ressaltar a preocupação  que se tem com a conservação, para preservação desse empreendimento.

Segundo O Globo, estão previstas obras para transformar a área hoje ocupada por estacionamento e gramado pouco utilizado. Além do novo paisagismo, o projeto inclui obras de drenagem, pavimentação e a criação de uma nova área de embarque e desembarque para táxis e veículos de aplicativo, melhorando o acesso da população no modo geral.

A planta executiva do projeto elaborada pelo escritório Burle Marx, com coordenação técnica dos arquitetos paisagistas Gustavo Leivas e Júlio Ono, detalha as intervenções da Fase 2 da revitalização da Orla Burle Marx. Estão previstos o plantio de árvores, palmeiras e arbustos, respeitando parâmetros técnicos específicos: as covas para árvores e palmeiras deverão ter um metro por um metro de profundidade, preenchidas com terra adubada, e os arbustos serão plantados em covas de 40 por 40 centímetros.

Fonte: O Globo

Reprodução: Tempo Real

Reprodução: Tempo Real

Do Sonho à Realidade: Como o Aterro do Flamengo se Tornou um Refúgio Urbano

Uma equipe foi responsável pela criação do parque, idealizando  o que conhecemos hoje, agregando seus conhecimentos para que o parque  funcionasse e fizesse parte da vida do carioca. Esse “Parque dos Sonhos” deveria ser um lugar bastante amplo e livre para circulação dos pedestres, sob a natureza exuberante de nossa flora. Um projeto para transmitir tranquilidade, proporcionando à população  um espaço de acolhimento e prática de atividades. Hoje, cabe à população se conscientizar e buscar formas de preservar ecologicamente o local, garantindo que o Aterro continue cumprindo seu legado: não apenas um parque, mas um verdadeiro refúgio urbano para todos na cidade.

Reprodução: Wikipédia

Reprodução: Wikipédia